Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Dando continuidade nossa série de Jardins Pelo Mundo, hoje visitaremos virtualmente o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Mas antes disso, vamos conferir um pouco do histórico dos jardins botânicos no geral.

Os Jardins Botânicos existem em todos os países, e surgiram na Europa do século XVI, tendo como finalidade o estudo de plantas medicinais, já que a medicina da época tinha muitas limitações e começava ainda a dar pequenos passos para o que se percebe atualmente como campo científico.

Cultivavam plantas com propriedades terapeutas e realizam estudos para comprovar a sua eficácia no tratamento de diversas doenças. Embora o local hoje em dia seja também um espaço para visitação, permanece com o intuito de antes: o estudo da flora.

Sobre o Jardim Botânico no Rio de Janeiro

Aqui no Brasil, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi o primeiro jardim com essa finalidade de estudo, porém, seu principal objetivo era a aclimatação de especiarias como a baunilha, a canela, a pimenta, etc., importantes para as transações econômicas entre Brasil e Portugal.

Logo, começou como um espaço para experiências através de especiarias enviadas de Portugal, mas logo outras espécies de plantas foram inseridas no jardim. Havia uma preferência por parte do reinado de D. João no plantio de Camellia Sinensis, mais conhecida como Chá Preto.

Assim, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro teve novas perspectivas, voltadas para a exportação do que para a pesquisa científica em 1808.

Contudo, junto a esse processo, as áreas arborizadas cresciam para oferecer à população local um espaço para o lazer e atividades ao ar livre como caminhadas, encontros, etc.

Logo, teve-se a ideia de construir fontes de água, pequenos riachos e projetos do gênero para tornar o ambiente mais refrescante e saudável. O jardim foi um local muito apreciado, principalmente pelos estrangeiros, que apreciavam a flora brasileira e o clima temperado.

A década de 1820

Nos anos 20, a direção do Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi assumida por Leandro do Sacramento, importante figura na produção científica do país.

Isso porque, o jardim teve maior visibilidade durante a gestão de Leandro. Sendo assim, o espaço ganho visibilidade mundo afora e tornou-se um local de pesquisa para cientistas do exterior que tinham interesses em estudar a flora brasileira.

O que tem no Jardim Botânico do Rio de Janeiro?

Atualmente, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é considerado uma importante instituição de pesquisa brasileira. Por isso, é considerado patrimônio nacional pelo Iphan.

Um outro motivo para a sua categorização como patrimônio nacional é sua alta reserva da biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela Unesco.

Mas, afinal, o que realmente tem no jardim? Ao todo o jardim possui 540 mil metros quadrados de espaço cultivado e aberto para os visitantes. Nesse espaço se encontram as 3.400 espécies de plantas regionais, brasileiras e até de outros continentes, o que significa que o jardim é bastante diverso.

Para representar essa diversidade, o jardim elegeu uma das espécies para ser o símbolo da diversidade floral. A espécie escolhida foi a palmeira imperial, planta que chega a altura de um prédio de 15 andares.

Museu do jardim Botânico do Rio de Janeiro

Além disso, o jardim reserva espaços para exposições de diversos artistas relacionados ao meio ambiente. Conhecido como Museu do Meio Ambiente, o espaço já recebeu até exposição do Sebastião Salgado.

Jardim botânico Rio de Janeiro

Considerações Finais

Assim com os demais jardins da nossa série Jardins Pelo Mundo, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro tem uma proposta interessante: de instigar o conhecimento do meio ambiente e fomentar a educação ambiental, e a pesquisa.

Por isso, se faz necessário investir na visitação desse espaços.